domingo, 13 de março de 2011

Pra vocês "iguais"

De que adianta seguir moda, se vestir igual a uma banda, usar uma calça tamanho 38 quando teu número de verdade é 42? De que adianta sorrir sem vontade, abraçar e não sentir, chorar só pra alguém sentir pena?! Pena eu tenho de vocês, que não sabem quem são de verdade e tentam ser os outros só pra mostrar uma capa... Uma capa irreal, que não te faz melhor que ninguém! Tenho pena das pessoas que mudam seu próprio eu por causa de uma sociedade que não te aceita.
Tenho saudades de uma época que não vivi... Nessa época os outros eram os outros, e não havia importância se você usava uma calça justa ou folgada, uma blusa rasgada ou inteira; ser cheio de você mesmo – e não dos outros – ser feliz por completo, era o que valia.

Acho que essa época nunca existiu.

domingo, 6 de março de 2011

O poeta que sonha.

Eu moro num lugar
Onde as palavras não são
Meramente ditas,
As guerras são totalmente descabidas,
E a ajuda é uma coisa normal demais
Para uma população
Onde o pobre tem um real
E o rico tem um milhão.

Mas o poeta acordou do sono
Abriu a janela,
Viu que era só um sonho,
Percebeu que ainda vivia num lugar
Onde o céu é cinza
E a paz não é bem vinda.

Então ele fechou a janela,
Sentou na cadeira
Puxou a gaveta
Tirou papel e caneta
E fez a unica coisa
Em que realmente era bom,
Tentar mudar um coração
Através de uma composição.

Canção da pergunta não respondida

Esse texto eu fiz pra os meninos que sempre me pediam algo falando sobre mulher.
Espero que gostem.


E se o arco-íris fosse preto e branco? E se os passarinhos cantassem Tom Jobim? E se a rosa fosse listrada e o mundo não tivesse fim? E se a flauta tivesse som de teclado e o teclado de violão? E se não existisse sim e apenas não? Será que o mundo teria mudado? Será que haveria mais falsos sorrisos em vão? Eu só sei que disso tudo o que se leva é a imprecisão de não saber se o amanhã realmente acontecerá e se ainda haverá canção.
    
 Mas de todas as perguntas, a que mais me afeta é: Onde está você agora? Será que ainda volta? Ah minha pequena menina, o mundo está tão escuro sem você, as flores já não ocupam meu jardim como antes quando tua sapatilha deslizava pelo gramado. E agora o que hei de fazer se você disse que ia ficar pra sempre, mas se foi e não prometeu voltar um dia? O que fazer com a agonia que corrói meu peito a cada dia que não vejo teu rosto ao acordar?
      
Amor vem matar essa vontade de você, e eu te espero aqui nesse aguardo sem fim só pra ver mais uma vez tua mão em mim.